Ao contrário do senso comum de que as mulheres são complicadas, a impressão que esta charge me provocou foi a de que as mulheres apenas têm formas mais complexas e sofisticadas de processar as relações entre os fatos de uma situação. Em inúmeros momentos me vi sem poder responder afirmativamente a uma pergunta do tipo "foi alguma coisa que eu fiz?", pois na verdade não tinha sido nada que havia sido feito, mas apenas a menção de uma intenção ou desejo de fazer... "Foi algo que eu fiz?". Não. "Foi algo que eu disse?" Não. Foi algo que você disse, ou fez, ou pensou em fazer, que me fez ter a impressão que você deseja, pretende, fez, algo que eu não aprovo, que me magoa. Será que é tão complicado assim?quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Para entender as mulheres...
Ao contrário do senso comum de que as mulheres são complicadas, a impressão que esta charge me provocou foi a de que as mulheres apenas têm formas mais complexas e sofisticadas de processar as relações entre os fatos de uma situação. Em inúmeros momentos me vi sem poder responder afirmativamente a uma pergunta do tipo "foi alguma coisa que eu fiz?", pois na verdade não tinha sido nada que havia sido feito, mas apenas a menção de uma intenção ou desejo de fazer... "Foi algo que eu fiz?". Não. "Foi algo que eu disse?" Não. Foi algo que você disse, ou fez, ou pensou em fazer, que me fez ter a impressão que você deseja, pretende, fez, algo que eu não aprovo, que me magoa. Será que é tão complicado assim?quarta-feira, 27 de agosto de 2008
A cadeira
"CREONTE: Escute, rapaz
você já parou pra pensar direito
o que é uma cadeira? A cadeira faz
o homem. A cadeira molda o sujeito
pela bunda, desde o banco escolar
até a cátedra do magistério
Existe algum mistério no sentar
que o homem, mesmo rindo, fica sério
Você já viu um palhaço sentado?
Pois o banqueiro senta a vida inteira,
o congressista senta no Senado
e a autoridade fala de cadeira
O bêbado sentado não tropeça
a cadeira balança mas não cai
É sentando ao lado que se começa
um namoro. Sentado está Deus-Pai,
o presidente da nação, o dono
do mundo e o chefe da repartição
O imperador só senta no seu trono
que é uma cadeira co'imaginação
Tem cadeira de rodas pra doente
Tem cadeira pra tudo que é desgraça
Os réus têm seu banco e o próprio indigente
que nada tem, tem no banco da praça
um lugar pra sentar. Mesmo as meninas
do ofício que se diz o mais antigo
têm escritório em todas as esquinas
E quando o homem atinge seu momento
mais só, mais pungente de toda a estrada,
mais uma vez encontra amparo e assento
numa cadeira chamada privada.”
Trecho da peça "Gota d'água", de Chico Buarque e Paulo Pontes.
domingo, 24 de agosto de 2008
O que separa um ateu de um crente - por Helder Sanches
" De uma forma minimalista, poderia dizer-se que o que separa um ateu de um crente é apenas o facto de se acreditar ou não em deus(es). Só que essa pequena (grande) diferença arrasta consigo um variadíssimo rol de posturas divergentes relativamente à forma de encarar a vida.
Antes de mais, o “um ateu” do título sou eu e não outro qualquer; portanto, o título também poderia ser “O que me separa dos crentes” mas, como haverão mais ateus a partilhar pelo menos algumas das minhas razões, optei por este titulo. Por outro lado, o “um crente” do título não é ninguém em particular, de nenhuma religião ou crença específica; é possível - e até provável - que a maioria dos crentes não se revejam em todas as diferenças apontadas. Mas, mesmo correndo o risco de uma generalização exagerada, parece-me interessante a análise do que nos separa.
A ordem pela qual os pontos são apresentados é totalmente irrelevante.
Noção do Sagrado - Esta noção é tão ou mais importante para alguns crentes do que a(s) própria(s) entidade(s) divina(s). É o reconhecimento comum e colectivo do Sagrado que imprime nos grupos de crentes o sentimento de unidade social, a identificação colectiva. Muitos crentes não praticantes, embora desligados no seu dia a dia das cerimónias e dos rituais, mantêm a Noção do Sagrado intacta. O Sagrado pode ser um objecto, um local, uma pessoa ou até uma data que pela sua simbologia divina ou pela sua relação com o divino se encontra acima de qualquer suspeita, merecendo profunda veneração e respeito inquestionável. Para um ateu esta condição é absurda; afastado o conceito de divino, nem nada nem ninguém pode merecer tais atributos. O ateu terá, quanto muito, um leque de ideias e valores que considerará basilares para a construção de uma sociedade justa; mas mesmo essas ideias e valores deverão ser continuamente questionadas de forma a puderem ser rectificadas e melhoradas num processo ininterrupto.
Racionalismo e Modelo de Realidade - Para um ateu, a única forma de entender o mundo é através da razão. Não é através de sensações, revelações ou visões de qualquer espécie, mas sim através do intelecto e de uma forma dedutiva. Para um crente, a razão não é suficiente para a obtenção do conhecimento do mundo. Para este, existem verdades insondáveis, de um domínio metafisico, apenas alcançáveis pela via religiosa. Separa-nos, portanto, não apenas o método, mas também as expectativas, uma vez que para o crente a realidade absoluta estará sempre para além do que a razão pode alcançar. Não são precisos muitos conhecimentos de história para nos apercebermos que o avanço do conhecimento científico tem implicado um decréscimo nas áreas outrora integrantes da tal realidade apenas alcançável pela experiência religiosa.
Tolerância - A grande diferença aqui consiste na facilidade com que se utilizam mecanismos fúteis para defesa daquilo em que se acredita. Nenhuma religião é tolerante enquanto se sentir ofendida pelo facto de alguns dos seus ícones sagrados serem utilizados por cartoonistas, artistas plásticos porno ou realizadores de cinema polémicos. Um ateu pouco se importa que um artista crente desenhe uma caricatura de Charles Darwin com corpo de chimpanzé. Tolerância não significa achar que todas as ideias são válidas; significa, isso sim, reconhecer aos outros o direito de ter ou defender quaisquer ideias, mesmo as incorrectas ou falsas. Quando as religiões não se desmarcam das descobertas cientificas que põem em causa as suas doutrinas milenares não estão a ser tolerantes; estão, sim, a ser demagogas. Caso contrário, a colagem à ciência teria como consequência a descolagem da doutrina.
Vida, Morte e Sentido de Existência - Tenho como razões primordiais para o surgimento do fenómeno religioso a tentativa de explicação da realidade e o reconforto para a incógnita da morte. Para um crente, a expectativa de que a sua existência não acaba com a morte, que se prolonga para além desta, deverá ser uma questão fundamental. Seja pela promessa de uma outra realidade mais feliz, pelo receio de um castigo supremo ou simplesmente pela a azia provocada pelo desconhecido, não há dúvida que esta deverá ser uma matéria que causará grandes angústias a quem viver com tal credo. Para um ateu, nada disto faz sentido. Imagino o meu futuro após a minha morte da mesma forma que imagino o meu passado antes do meu nascimento: nulo, isento de experiência ou de noção seja do que for. Resta-me apenas viver esta vida o melhor que puder. Para mim, a questão filosófica não é o “porque vivo?” mas sim o “como vivo?”. É na resposta a esta questão que se pode encontrar o sentido de existência."
sábado, 23 de agosto de 2008
Sobre a solidão
Isso inicialmente parece um grande paradoxo, na medida em que os humanos são seres absolutamente sociais: famílias, organizações, comunidades, leis, nações... até as nossas emoções, em grande parte, evoliuíram para adequarnos à convivência social.
Entretanto sou obrigada a concordar com os Existencialistas que, por mais que vivamos cercados de outras pessoas, somos inexorável e implacavelmente sozinhos.
Nascer numa família é a situação mais próxima que conseguiremos chegar de conviver com indíviduos geneticamente semelhantes, e por isso teoricamente mais parecidos, e experimentarmos pertinência.
Pertinência...identificação, acolhimento, amor... qualquer sentimento que aplaque a implacável solidão que nos assola. E que só vai aumentar.
Na medida em que nos afastamos de nossos semelhantes e nos aproximamos de outros indivíduos (de preferência geneticamente bem diferentes, pela boa saúde de nossoa prole), a sensação de pertinência, acolhimento, a incondicionalidade do amor pátrio se perdem... e nos deparamos com os breves sinais, mais ou menos ressaltados, na nossa inerente solidão. Do quanto estamos sós, hopeless, no mundo que insistimos em acreditar que é social. Talvez social apenas no sentido de que nele as almas solitárias vagantes se encontram e se relacionam... até o momento final em que nos deparamos com o inexorável da morte e da plena solidão. Ou você conhece alguém que morreu com companhia?
Quando eu penso desta forma, parece que, do útero da minha mãe para o meu leito de morte, há um longo caminho em que eu irei, aos poucos, me despreendendo de todas as amarras, deixando de pertencer, até estar final e plenamente só.
Religião X raciocínio abstrato
Terminada a introdução teórica, vem a minha reflexão.
Um dado facilmente observável é que o fanatismo religioso é inversamente proporcional ao número de anos de educação formal. Não estou dizendo que quem não estuda fica religioso nem que quem estuda não tem religião. Estou falando de fanatismo, de seguir linhas de raciocínio pouco lógicas sem nenhum tipo de análise crítica de seu conteúdo. Em exemplo disso é que a maior parte dos indivíduos "fanáticos" pertencem às classes desfavorecidas da população, ou que as religiões mais rígidas, como o Islamismo, sejam mais fortes nas regiões mais pobres do planeta, como a África e a Ásia. Acho também razoável pensar que, nestas regiões, o número médio de anos de educação formal seja menor.
Por muito tempo eu acreditei haver uma correlação forte, inversa, entre QI (inteligência) e grau de religiosidade (só não pesquisei pq não tenho idéia de como medir o "grau" de religiosidade...). Nunca testei, mas era isso que minha exeriência me dizia.
Lendo sobre raciocínio abstrato, fico pensando que talvez não seja necessário que todas as funções cognitivas estejam prejudicadas para se encontrar um indivíduo muito religioso. Acho que provavelmente precisa apenas que este tenha dificuldades com o raciocínio abstrato.
Explico.
As religiões existem para dar sentido a fenômenos que não podemos explicar. Entretanto, qualquer que seja a religião, suas explicações normalmente se encontram fortemente humanizadas. De uma forma geral, há sempre um agente, que tem vontade e age no mundo de forma a realizar sua vontade. Há ainda a idéia de futuro e de que os fenômenos apresentam necessariamente algum ligação entre si. Não parece brincadeira de criança? Qualquer bebezinho organiza seu mundo nestes termos: agente-volição-ação. Nada muito diferente dos sistemas religiosos.
A idéia de acaso, de ausência de sentido, é o que a religião visa combater. Para entender o acaso, o fato de que dois fenômenos ocorrerem ligados temporal ou espacialmente não querer dizer que eles tenham relação de causalidade, que pode ser que o mundo simplesmente não tenha nexo, é preciso uma boa dose de raciocínio abstrato... Como entender o mundo em termos completamente diferentes das experiências que eu tenho desde bebê (agente-volição-ação)? Como Einstein chegou à Teoria da Relatividade? Com o extrapolar a física Newtoniana, aceita exatamente por ser intiutiva? Como entender que, mesmo parecendo quadrado aos nossos olhos, o mundo é redondo e que é a Terra que gira em torno do Sol e não ao contrário? Só com MUITO raciocínio abstrato...
Talvez seja por isso que a maior parte dos ateus do mundo esteja entre os cientistas. Talvez essa história de ateísmo não seja mesmo pra qualquer um...
Piadinha
(Rafinha Bastos)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Quando o amor acontece
Como assim eu agora não acho mais tanta graça naquelas coisas que me divertiram durante anos? Como assim alguém que até bem pouco tempo eu nem conhecia agora se tornou tão essencial?
Isso é a paixão... o vício, o corpo tremendo, a fissura...E o amor? Quando você começa a achar a vida tão melhor com ele... a pensar que talvez ele seja bem parecido com o príncipe da Bela Adormecida... talvez desse até pra ficar só fazendo isso pro resto da vida... quem sabe? Acho que é quando o amor acontece... quando alguém se torna tão parte de nós que já fica muito estranho viver sem...
Mas em que momento isso aconteceu? Não sei, não senti... só percebo agora a diferença do que era há um tempo atrás para no que se transformou hoje... mágico, não? Talvez pra que a gente não tenha medo, não sinta o baque... quando você olha, perdeu! Ou ganhou.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Insight
Explico: meu slogan com os pais de crianças é o de que, quando os pais têm problemas, seus filhos acabam tendo que arcar com responsabilidades e que lidar com questões que vão além do que seria possível e recomendado para aquela faixa etária. Assim, filhos de pais que se separam, ou que brigam, acabam se deparando com a necessidade de administrar a relação dos pais, a sua relação com os pais, de decidir entre magoar um ou outro... e de se posicionar sobre questões com as quais estes não tem estrutura para lidar. E que eles não merecem ter que estar lidando!
Há algum tempo tenho bancado a "terapeuta de casais" na minha casa. Como todo casal, meus pais têm problemas. E eu fui assumindo esse papel de intermediária, conselheira, provavelmente pelo reduzido número de amigos deles aliada à minha personalidade voltada para o outro. Desde cedo passei a opinar, interferir e, principalmente, a deixar de ver meus pais como heróis para passar a enxergá-los como amigos, humanos falíveis. Por muito tempo eu achei que manejar estas questões não provocava em mim um impacto tão importante. Entretanto hoje percebo o quanto este papel não só me fez ver situações que uma adolescente não precisaria ainda estar vendo, mas também mudou minha forma de encarar os relacionamentos. Não digo que sempre pra pior. Acho que hoje vejo mais sob perspectiva, no sentido de que coisas que acontecem num namoro não são nem metade do que pode acontecer em um casamento, tanto para o bem quanto para o mal. Mas também mudou minha forma de ver meus pais. E minha relação com eles. Quando eu abro mão do meu final de semana na Lapa para ir consolar um deles, eu não estou lá como filha, mas como amiga, como pessoa. E quando, por algum motivo, ele se sente contrariado e resolve me demitir da condição de amiga e me retornar compusóriamente ao posto de filha, eu me sinto injustiçada, usada... Entendo que às vezes seja difícil ouvir certas coisas e perceber que quem fala é seu filho. Mas a questão é que, depois de anos lidando com questões que não são de filho, é justo ser demitido do posto sem aviso prévio? Parece muito cômodo ter filho quando precisa de filho e amigo quando precisa de amigo. E é nesse momento que eu percebo que estive nos últimos anos lidando com questões que eu não devia estar lidando. Não só pelo impacto que isto teve na minha visão de mundo, mas porque nesta hora eu deveria estar me ocupando das questões da minha própria faixa etária. Como as crianças deveriam estar brincando e não se preocupando se o pai depositou a pensão.
Neste momento me vejo perdida no meio dos diversos papéis que eu estou acostumada a desempenhar. Não sei mais o que é esperado de mim. Não sei como sair dessa situação. Como reeditar uma relação nesse sentido...deixar de assumir certos papéis, passar a assumir outros? Acho que esteserá o desafio dos próximos meses.
Só sei que eu deveria estar na praia, ou brigando com meu namorado porque ele ainda não me ligou hoje, como toda "criança" da minha idade.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
A criança mimada
Na verdade, a dor veio da frustração de perceber que o amor não é o que ela idealizou, que o namorado não é um príncipe, mas sim um homem. E que ela é só uma mulher, e não a única mulher na vida dele. E que a relação é só uma relação entre dois seres humanos, e não um AMOR idealizado de contos de fadas.
Se todas as estatísticas dizem que a maioria das pessoas trai (não só os homens, sejamos honestas). Se eu posso contar nos dedos de uma única mão o número de amigos/conhecidos que nunca trairam o namorado, marido etc. Porque pensar que só na minha relação o amor é tão grande que não há espaço pra pensar em outras pessoas? Talvez esteja aí a idealização: achar que eu faço parte da mínima parcela das pessoas que tem um parceiro (que se declara) fiel.
Deixando bem claro: não acho que meu namorado me trai. Pode ser que eu ainda seja mimada demais pra entender que isso é estatisticamente muito pouco provável. Mas ainda não acho.
O que eu acho é que ele provavelmente se interessa por outras mulheres, conversa com outras mulheres, deseja outras mulheres... mesmo que ele decida não chegar às vias de fato.
Agora eu pergunto... Dói menos saber que ele deseja mais não faz? Talvez... Nunca experimentei saber de nenhuma traição... Mas a minha criança mimada sente igual. A racionalização de que ele me considera, respeita, não quer perder etc e só por isso não trai não faz doer menos. Pelo menos pra minha criança. Mimada exatamente porque ela nunca foi (ou soube que foi) traída.
Será que o cara que não trai mas deseja é a pequena parcela que nós chamamos de fiéis? Provavelmente.
Será que isso é tão mal assim?
Não sei... só sei que é muito diferente dos contos de fadas que me contaram... Talvez eu precise começar a ouvir mais histórias de adulto. E crescer.
sábado, 2 de agosto de 2008
Fotografando quem procura prostitutas na praia
Acho que esta tentativa da polícia de fotografar os cidadãos que abordam prostitutas/travestis seria algo parecido, com a desvantagem de não conseguir eliminar ninguém... Mas ainda assim acho muito interessante... Possivelmente o álbum de fotos da operação vai ter cidadãos "respeitáveis", pais de família, jogadores de futebol, políticos, artistas, jovens desocupados e, quem sabe, até uns padres...
Definitivamente, um bom retrato da nossa sociedade! Afinal, segundo a lei mais conhecida do mundo, se há oferta é porque há procura...
Pena só das prostitutas que, assim como os bares depois da lei seca, vão ter uma queda temporária no seu faturamento... nada que não se reestabeleça brevemente.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
A criança dentro de mim
Tive pena do meu eu adulto, aturdido sem saber como amparar a criança que chora, calado diante da dor sem tamanho, que mesmo ele não tem palavras para descrever. Pane no sistema! As conexões entram em curto, não se comunicam.
De alguma forma, o organismo apela para uma solução emergencial, aciona os fusíveis e apaga. Congela, como uma centopéia paralizada de medo diante de seu predador. Agora o corpo é apenas um conjunto de partes vivas porém anestesiadas, juntas mas dissociadas, incomunicantes. Dissociação, anestesia, fuga mental da dor que culmina na exaustão. Cansaço, fraqueza, sono. Que melhor forma de se transportar para longe deste mundo? Quem sabe o sono, reiniciar o sistema, consiga protegê-lo do curto, da desintegração? Não sei. Só sei que acordei melhor.


